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EXPOSIÇÃO DE CONCEITOS
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LEITURA DIGITAL
Aula do dia 31 de agosto
Assunto: “Mídia-educação no contexto das plataformas digitais”
Objetivo: explorar as novas habilidades de leitura e escrita que emergem do uso das plataformas digitais de comunicação, especialmente no contexto da Web 2.0, a partir do relatório “Confronting the Challenges of Participatory Culture: Media Education for de 21st Century” (Confrontando os desafios da cultura participatória: Mídia-educação para o século 21), elaborado por professores do Massachusetts Institute of Technology (MIT), liderados por Henry Jenkins (2006).
Abordagem do grupo: não se trata de menosprezar as “velhas” formas de leitura em função das novas práticas que emergem das plataformas digitais, mas sim de compreender em que medida as linguagens da multimídia afetam nossa relação com a fala e a escrita, e quais habilidades centrais devemos dominar para fazer uso, consciente e controlado pela nossa vontade, desses novos recursos.
Escrito por Alexandra Bujokas às 14h04
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LEITURA DIGITAL (2)
Trecho do relatório “Confronting the Challenges of Participatory Culture: Media Education for de 21st Century” (P. 19):
“Além de saber ler e escrever, os estudantes precisam dominar habilidades de pesquisa. Entre outras coisas, eles precisam saber localizar artigos numa biblioteca, tomar notas e integrar recursos secundários numa pesquisa, checar a veracidade dos dados, ler mapas e gráficos, interpretar visualizações científicas, compreender que tipo de informação está sendo transmitida pelos diversos sistemas de representação, distinguir fato e ficção, fato e opinião, construir argumentos e ordenar evidências.”
Escrito por Alexandra Bujokas às 14h03
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INOCULAÇÃO E LITERACIA (1)
DUAS VISÕES DA RELAÇÃO ENTRE MÍDIA E JUVENTUDE
(do livro “Media Education – literacy, learning and contemporary culture”, David Buckingham, Editora Polity Press)
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NEIL POSTMAN
(falando da televisão) |
DOM TAPSCOTT
(falando da internet) |
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Ø A mídia dilui os limites entre a infância e a vida adulta;
Ø A leitura do livro exige aprendizado; a TV não;
Ø Não há distinção evidente entre conteúdo para adulto e para criança na cultura televisiva;
Ø A TV é uma mídia totalmente publicizada, aberta, sem limites: as crianças aprendem todos os segredos da vida adulta sobre sexo, drogas, violência... esses conteúdos costumavam ficar escondidos no tempo da cultura majoritariamente impressa. |
Ø É verdade que a mídia dilui as bordas entre infância e vida adulta, e que a tecnologia é mesmo a principal responsável por isso;
Ø Mas não se trata de uma catástrofe e sim de uma forma de libertação para a criança e para o jovem, que agora têm meios de se expressar;
Ø Além disso, há uma diferença entre as velhas e as novas mídias:
TV: passiva, banaliza, forma pessoas estúpidas, isola, enfatiza uma visão única;
INTERNET: ativa, desenvolve a inteligência, fornece visão pluralista, cria comunidades
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Escrito por Alexandra Bujokas às 12h32
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INOCULAÇÃO E LITERACIA (2)
1. DA DEFESA CONTRA AS MÍDIAS
“A educação para a mídia é considerada automaticamente capaz de direcionar acriança e o jovem para uma apreciação da alta cultura, para comportamentos moralmente saudáveis, para crenças mais racionais e politizadas. Ela [a educação para a mídia] parece oferecer nada menos que a salvação.”
(D. Buckingham, Media Education, p.12)
Escrito por Alexandra Bujokas às 12h31
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INOCULAÇÃO E LITERACIA (3)
2. PARA ALÉM DA DEFESA – NOVO PARADIGMA PEDAGÓGICO
- Não mais se sustenta na idéia de mídia como direcionadora de opiniões, crenças e ideologias, nem como vazia de valores culturais;
– reconhece a existência desse fenômeno, mas o vê como algo fragmentado, por causa do desenvolvimento das novas tecnologias;
- Considera pesquisas que mostram que as crianças são mais críticas e conscientes do que se supunha originalmente – aspecto que é notado, inclusive , pela indústria midiática;
- Considera as mudanças que ocorreram no controle dos pais sobre os filhos – com a proliferação de canais, é cada vez mais difícil impedir que as crianças acessem conteúdos inadequados. O bloqueio, para ser efetivo deverá ser tão extenso que, na prática, poderá virar uma barreira ao acesso em geral. Uma saída prática é ter órgãos reguladores que saibam aconselhar consumidores e cidadãos – a educação para a mídia tem sido interpretada como uma etapa dessa tarefa de aconselhamento.
“O novo paradigma não pretende agir como um escudo para proteger os jovens da mídia e conduzi-los para coisas melhores, mas sim torná-los habilitados a tomar decisões mais informadas, para seu próprio interesse.”
(D. Buckingham, Media Education, p.13)
Escrito por Alexandra Bujokas às 12h30
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INOCULAÇÃO E LITERACIA (4)
3. QUESTÕES CONTEMPORÂNEAS
1. Como identificar o que os estudantes sabem sobre mídia?
2. Como é que eles adquirem compreensão crítica ou de conceitos?
3. Como eles aprendem a usar as mídias para expressar a si mesmos e para se comunicar com os outros?
4. Como eles relacionam discurso acadêmico com suas próprias experiências como usuários de mídias?
5. Como podemos identificar e avaliar evidências do aprendizado?
6. Como podemos ter certeza de que a educação para a mídia faz diferença?
Como em qualquer outra área da prática educacional, a mídia-educação precisa ter um modelo de currículo claro e uma teoria do aprendizado coerente.
Escrito por Alexandra Bujokas às 12h30
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DOIS JEITOS DE FAZER PROPAGANDA DE CERVEJA
As imagens abaixo foram retiradas de peças publicitárias das cervejas "Sagres" e "Guiness" e serão usadas na aula do dia 24 de agosto, para ilustrar a discussão sobre efeitos da propaganda e ação educativa.
Escrito por Alexandra Bujokas às 16h16
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LEITURA MULTIMODAL
COMENTÁRIO DO CAPÍTULO “MULTIMODALITY” DO PROFESSOR GUNTHER KRESS
(publicado no livro Multiliteracies – Literacy Learning and the Design of Social Futures – editado por Bill Cope e Mary Kalantzis, Editora Routledge)
Quem pretende trabalhar com mídia-educação precisa, antes de mais nada, ampliar o conceito de leitura. Uma referência últil é a teoria das multimodalidades que, na Inglaterra, é estudada pelo professor Gunther Kress, da Universidade de Londres. Ele propõe o conceito de “multimodality”, partindo da idéia de que o ser humano possui uma variedade de meios para se relacionar com o mundo através dos sentidos, dos sistemas simbólicos e das mídias (estes dois últimos apreendidos pelos sentidos).
Kress lembra que, em essência, somos todos seres multimodais, já que nenhum dos nossos sentidos opera de maneira isolada, a não ser em casos de deficiência patológica.
Ocorre que a cultura – o instrumento que molda e dá competência à mente – por razões históricas, econômicas e sociais, seleciona e valoriza algumas possibilidades de sentidos, códigos e mídias, que são mais praticas e desenvolvidas institucionalmente do que outras. Conforme o autor (2000, p.184):
As chamadas sociedades ocidentais letradas há muito têm insistido na prioridade de uma forma particular de relacionamento [da mente com o mundo], através da combinação da audição e da visão: com o senso da audição especializado em ouvir o discurso articulado e o sentido da visão especializado na representação gráfica de sons através das letras, sobre superfícies planas.
Consequentemente, outras formas de relacionamento com o mundo como as linguagens visual, sonora não-verbal, estrutural e espacial, por exemplo, são substimadas, tanto na vida cotidiana da maioria das pessoas, quanto na educação escolar. Entretanto, com a proliferação das tecnologias de comunicação multimídia, a educação escolar precisa, urgentemente, rever seus parâmetros de ensino e avaliação das habilidades de leitura e escrita.
Clique aqui para assistir um vídeo que explora a potencial de duas linguagens: cinema e quadrinhos
Clique aqui para conhecer uma atividade de leitura e escrita multimodal, relacionada com o vídeo.
Clique aqui para conhecer outra atividade de leitura e escrita multimodal, relacionada com o vídeo.
Escrito por Alexandra Bujokas às 14h16
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TÉCNICAS PEDAGÓGICAS PARA A MÍDIA-EDUCAÇÃO (1)
No livro “Media Education – literacy, learning and contemporary culture” (Polity Press, 2003), o professor David Buckingham da Universidade de Londres, descreve seis técnicas pedagógicas mais comuns na prática da mídia-educação. Fiz um resumo dessas abordagens no quadro a seguir:
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TÉCNICA |
OBJETIVO |
EXEMPLO |
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Análise textual |
Fazer do familiar, estranho, a fim de encorajar a formação de um ponto de vista a partir da constatação de evidências. Fornecer profundidade ao invés de abrangência. |
Estudo do trailer de um filme de sucesso: descrição detalhada do script, identificação dos recursos usados para ligar as seqüências, das conotações e associações, das intertextualidades. |
Escrito por Alexandra Bujokas às 14h12
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TÉCNICAS PEDAGÓGICAS PARA A MÍDIA-EDUCAÇÃO (2)
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Análise contextual
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Estudar padrões de linguagem e valores em exemplos de uma mesma categoria. Complementa a análise textual, fornecendo mais abrangência. |
Estudo das seqüências de abertura de telejornais: características da audiência imaginadas pelos produtores, recursos técnicos e estéticos empregados, recursos para criar apelo e manter a audiência. |
Escrito por Alexandra Bujokas às 14h11
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TÉCNICAS PEDAGÓGICAS PARA A MÍDIA-EDUCAÇÃO (3)
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Estudo de caso |
Conhecer todas as etapas do processo de produção: definição do público-alvo, construção da mensagem, marketing e publicidade, respostas da audiência, controvérsias decorrentes do modo como os produtos culturais são feitos |
Estudo do lançamento de um vídeo game violento: quem são os potenciais compradores, quais são suas expectativas em relação ao jogo, onde o jogo é anunciado, como são compostos os anúncios, quais são os argumentos das pessoas que criticam jogos desse tipo. |
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Tradução |
Conhecer melhor as relações entre linguagem e representação, as mudanças que ocorrem quando um conteúdo é tratado em mídias diferentes e em gêneros diferentes, para audiências diferentes. |
Estudo das representações da guerra: como o jornal impresso descreve batalhas e como são as fotos publicadas; como o jornal televisivo descreve e quais imagens veicula; como a literatura descreve uma batalha, como a pintura clássica o faz, como o filme produzido em Hollywood o faz. |
Escrito por Alexandra Bujokas às 14h09
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TÉCNICAS PEDAGÓGICAS PARA A MÍDIA-EDUCAÇÃO (4)
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Simulação |
Promover experimentos úteis para tratar questões controversas que emergem das rotinas de produção, e que são temas centrais da mídia-educação, tais como a violência, o poder, a identidade etc |
Estudo da caracterização de personagens em programas de ficção (novelas e filmes): traços físicos, comportamentais, valores, atitudes na trama. Construir o personagem oposto a esse ao estudado. Introduzir o oposto na trama e simular os acontecimentos decorrentes. |
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Produção |
Criar situações-problema paradigmáticas da cultura midiática, para serem resolvidas pelos estudantes, em trabalhos de equipe. Deve englobar as propostas de todas as outras técnicas, para não virar uma mera celebração das vontades do aluno. |
Criar um programa de rádio ou de TV, de caráter educativo que não exista na grade de programação das emissoras: público-alvo, horário de exibição, duração, gênero, plot, vinheta de abertura e de encerramento, orçamento, captação de recursos, atribuição de tarefas, critérios de avaliação. |
Escrito por Alexandra Bujokas às 14h08
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O QUE É MEDIA LITERACY
Desde 2003, o Office of Communications (Ofcom), órgão regulador da mídia britânica, vem liderando a implementação de uma política pública de media literacy. A migração para a TV digital foi um dos fatores que motivou tal iniciativa. Na página do Ofcom há um link para a definição do conceito, que eu traduzi aqui:
Como explicamos na nossa declaração, não há uma definição única de media literacy. Nós a definimos em nossa declaração como “a habilidade de acessar, compreender e criar comunciações em uma variedade de contextos”.
Nosso foco é a mídia eletrônica, apesar de nós reconhecermos que pessoas envolvidas com outras áreas afins estão interessadas no cenário midiático mais amplo.
Media literacy tem paralelos com a leitura tradicional, a habilidade para ler e escrever. Assim, media literacy é a habilidade para ler e escrever informação audiovisual ao invés de texto. No nível mais simples, media literacy é a habilidade para usar uma variedade de mídias e ser capaz de compreender a informação recebida.Em um nível mais avançado, a habilidade de ler se move do simples reconhecimento e compreensão para uma ordem mais elevada de habilidades de pensamento crítico, tais como saber questionar, analisar e avaliar a informação. Este aspecto da media literacy é algumas vezes descrito como “visão crítica” ou “análise crítica”.
Pessoas letradas em mídia deveriam ter habilidades para, por exemplo, usar um guia eletrônico para encontrar um programa que desejam assistir. Elas deveriam saber dizer se concordam ou não com o ponto de vista do produtor – e não apenas dizer se gostaram ou não gostaram do programa. Elas também deveriam saber reconhecer em que medida o produtor está tentando influenciá-las de alguma forma, e deveriam saber interagir com o programa, usando os recursos de interatividade da TV ou do telefone. E elas deveria saber responder ao programa escrevendo ou mandando e-mails para o radiodifusor responsável, manifestando seus próprios pontos de vista sobre o tema do programa. As pessoas deveriam também ser capazes de usar as tecnologias de comunicação para criar seus próprios conteúdos em áudio e vídeo.
Pessoas letradas em mídia deveriam ser capazes de usar a internet para encontrar informações e aceitar que, algumas vezes, o que elas encontram pode representar um ponto de vista particular ao invés de uma afirmação objetiva sobre um fato. Elas deveriam ser capazes de controlar o que elas e seus filhos assistem e evitar que sejam ofendidas com certos conteúdos. Elas também deveriam ser confiantes o suficiente para saber comprar e pagar bens e serviços online, para criar seus próprios websites e para contribuir em discussões de chats.
Fonte: Office of Communications (www.ofcom.org.uk)
http://www.ofcom.org.uk/advice/media_literacy/of_med_lit/whatis/
Escrito por Alexandra Bujokas às 09h39
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PALAVRAS-CHAVE
KEY WORDS - A vocabulary of culture and society
Raymond Williams
Londres: Fontana Press, 1988
MÍDIA
O termo tem sido usado na língua inglesa desde o século 16 e, pelo menos desde o século 17, tem o sentido de intervenção, ação intermediadora ou substância. No século 18 surgiu o uso convencional em relação aos jornais: “através da mídia de sua curiosa publicação” (1795) e esse sentido se desenvolveu através do século 19 para usos como “considerando o seu jornal uma das suas melhores mídias possíveis para tal esquema” (1880). Em termos gerais, a descrição do jornal como mídia para a publicidade se tornou mais comum no século 20. O desenvolvimento do termo mídia (que se tornou disponível no plural no século 19) provavelmente se deu nesse contexto.
O termo mídias passou a ser amplamente usado quando a radiodifusão e a imprensa se tornaram importantes na comunicação (veja a definição do termo); foi aí que essa palavra geral se tornou necessária: mídia, pessoas mediadas, agências midiáticas, estudos de mídia vieram a seguir.
Provavelmente, houve a convergência de três signficados: (1) o velho sentido geral de intervenção, ação intermediadora ou substância; (2) o sentido técnico consciente, como a distinção entre mídia impressa, sonora e visual; (3) o sentido capitalista especializado, no qual o serviço de imprensa ou radiodifusão – algo que já existe ou pode ser planejado – é visto como uma mídia para algo mais, como a publicidade. É interessante que o sentido (1) dependia de idéias físicas ou filosóficas particulares, onde tinha de haver uma substância intermediária entre entre o sentido ou pensamento e sua operação ou expressão. Na ciência e na filosofia mais modernas, e especialmente no pensamento sobre linguagem, essa velha idéia de mídia tem sido dispensada; assim, a linguagem não é uma mídia, mas uma prática primária e a escrita (para a imprensa) e a fala ou a ação (para a radiodifusão) deveriam também ser práticas primárias. É então controverso se imprensa e radiodifusão, como no sentido técnico (2) são mídias ou somente formas materiais e sistemas de signos. É provavelmente aqui que idéias sociais específicas, nas quais a escrita e a radiodifusão paracem ser determinadas por outros fins (de uma informação relativamente neutra para altamente especificada como na publicidade e na propaganda) confirmam o sentido recebido, mas então confundem qualquer sentido moderno de comunicação. O sentido técnico de mídia, como alguma coisa com suas próprias especificações e propriedades determinantes (em que uma versão é tirada como prioritária a partir da realidade e daí dita ou mostrada) na prática tem sido compatível com o sentido social de mídia no qual as práticas e instituições são vistas como agentes para outros propósitos que não os originais. Deveria ser adicionado que na sua rápida popularização, desde os anos 50, mídia tem sido usado geralmente no singular.
Escrito por Alexandra Bujokas às 07h18
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PALAVRAS-CHAVE
KEY WORDS - A vocabulary of culture and society
Raymond Williams
Londres: Fontana Press, 1988
COMUNICAÇÃO
Comunicação, no sentido moderno mais geral, tem sido usado desde o século 15 (...): fazer comum para muitos, conceder. Comunicação era a primeira ação e, depois, o objeto feito comum. Mas, a partir do século 17, surgiu uma importante extensão para o termo comunicação, especificamente em frases como linhas de comunicação. No principal período de desenvolvimento de estradas, canais aquáticos e ferrovias, comunicação era o termo geral abstrato para descrever essas instalações físicas. No século 20, com o desenvolvimento de outros meios de passar informação e fazer contato social é que o termo comunicação talvez tenha se tornado predominantemente um sinônimo para mídia, como imprensa e radiodifusão (esse uso surgiu nos Estados Unidos antes da Inglaterra). A indústria da comunicação, como é agora chamada, é, assim, distinta da indústria dos transportes: comunicação para informaçã e idéias na imprensa e na radiodifusão; transporte para o desolocamento de pessoas e bens.
Na controvérsia sobre sistemas de comunicação e teoria da comunicação é geralmente útil recuperar o não-resolvido conjunto do nome para a ação, representado nos seus extremos por transmitir (um processo de uma só via) e compartilhar (comunhão e comungante), um processo mutual. Os sentidos intermediários (fazer comum para muitos e divulgar) pode ser lido nas duas direções e a escolha da direção é geralmente crucial. Conseqüentemente, há a tentativa de generalizar a distinção em frases contrastantes como comunicação manipulativa e comunicação participatória.
Escrito por Alexandra Bujokas às 06h42
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